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Um antigo restaurante na freguesia de Cacia, em Aveiro, junto à estrada nacional 109, estava a ser utilizado para prostituição.
Três indivíduos, presumivelmente responsáveis pela actividade, foram identificados pela GNR por suspeita de lenocínio, tendo sido presentes a tribunal para interrogatório judicial. Ao final do dia desconheciam-se ainda as medidas de coação aplicadas.
Seis mulheres estrangeiras encontravam-se a trabalhar no estabelecimento que foi reconvertido para bar há algum tempo.
A operação policial levada a cabo durante a passada quinta-feira culminou três meses de investigações.
Das seis mulheres identificadas, com idades que rondavam entre os 35 e os 40 anos, quatro (três romenas e uma brasileira) encontravam-se na posse de autorizações de residência em Portugal.
Já as restantes, duas cidadãs brasileiras, estavam ilegais. Uma seria detida por permanência ilegal e presente a tribunal, já tendo pendente processo de expulsão. A segunda foi notificada para abandonar o Pais no prazo de dez dias.
Durante a operação, os guardas apreenderam 185 euros e material relacionado com a prática de prostituição.
Populares residentes nas imediações não estranharam a acção policial, apesar do “ambiente muito discreto” do bar onde “as meninas não eram vistas logo à entrada”.
Normalmente o contacto com os possíveis clientes dava-se por intermédio de outra pessoa que depois os encaminharia para os quartos da residência.
Os mesmos proprietários da casa onde a GNR fez buscas terão em actividade outro espaço, também em Cacia, dedicada igualmente a prostituição.